Este blog é um espaço para repensarmos nossa forma de ensinar e aprender no século XXI. Buscamos criar o novo a partir das interações entre os sujeitos conectados e interligados no mesmo desejo de evoluir.
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PEDAGOGIA DA EXPRESSÃO LUDOCRIATIVA EM UBERABA - MG

Para o mês de março de 2010

A Universidade de Uberaba- UNIUBE- Promove o aperfeiçoamento profissional em Expressão Ludocriativa e esta conta com a presença do Prof. Dr. Raimundo Angel Dinello que articulará a mesma em sua especificidade de aplicação, sendo esta uma proposta pedagógica sustentada na:

Ludicidade - Expressão - Criatividade

OCORREM: Processos de aprendizagem com protagonismo que levam ao desenvolvimento global da pessoa.


  • LUDICIDADE:

Busca do impulso lúdico,
Predisposição para aprender com alegria.
Havendo envolvimento, interação e movimento que permite a socialização e a construçao da inteligência.




  • EXPRESSÃO:

Afirmação e existência do sujeito.
Permite que cada um se manifeste por diversas linguagens com autonomia e participação.




  • CRIATIVIDADE:

Transformação e projeção de futuro.
A criatividade tem raízes na expressão, no ser que constói e na curiosidade.




Fotos: Acervo da autora.
























domingo, 7 de fevereiro de 2010

Janeiro de 2010 na UDE - Turma de Mestrado e Doutorado

O MOMENTO ATUAL REQUER REFLEXÃO...

É hora de modificar o cenário educacional e utilizar uma proposta metodológica que reconhece o protagonismo de quem aprende bem como as interações multiplicadoras decorrentes das situações de aprendizagem.
Num contexto sócio-cultural procura-se compreender a evolução do meio educativo, bem como a prática pedagógica que dimensiona uma reelaboração metodológica priorizando o ensino a partir do protagonismo de quem aprende.




Assim, a Pedagogia da Expressão Ludocriativa visa o crescimento de todos os sujeitos que pelas vivências são capazes de elaborar conceitos e extrair conclusões acerca de si e do mundo.



A Metodologia da Expressão Ludocriativa proposta pelo Prof.Dr. Raimundo Angel Dinello, aborda renovação do processo educativo, pois promove a afirmação de identidade, valoriza a potencialidade de cada indivíduo e reconhece as vigências dos valores humanos.
“As atividades lúdicas têm seu infinito valor para o desenvolvimento, interação, comunicação, expressão e criatividade; de situações novas e estimulações agindo como integradoras sócio-cultutais.” (DINELLO, Raimundo Angel. Expressão Ludocriativa. 1 ed. – Uberaba: Universidade de Uberaba, 2007, p.67)
Para Dinello (2009), o fato de experimentar usando objetos permite manifestar seus sentimentos, emoções, inquietações e assumirem oportunidades às diversas formas de relacionar-se com outros objetos.


“O homem que aprende é como o artista que explora sua sensibilidade, que descobre uma realidade com a qual amplia seu saber, combinando vários procedimentos de sua racionalidade.” (DINELLO, Raimundo Angel. Pedagogia da Expressão. 2 ed. – Uberaba: Universidade de Uberaba, 2009, p.28)
“A imaginação dá um tom e um colorido à experiência que transforma em vivência única. Diversos tem sido os aportes a esta ideia de relacionar a educação e o ensino com as vivências.” (DINELLO, Raimundo Angel. Pedagogia da Expressão. 2 ed. – Uberaba: Universidade de Uberaba, 2009, p.31)






Fonte: Acervo da autora - UDE

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

EXPRESSÃO CÊNICA - ludocriatividade e valores humanos - encontro com o amor

O Amor
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. E quando vos falar, acreditai nele; apesar de a sua voz poder quebrar os vossos sonhos como o vento norte ao sacudir os jardins. Porque assim como o vosso amor vos engrandece, também deve crucificar-vos E assim como se eleva à vossa altura e acaricia os ramos mais frágeis que tremem ao sol, também penetrará até às raízes sacudindo o seu apego à terra. Como braçadas de trigo vos leva. Malha-vos até ficardes nus. Passa-vos pelo crivo para vos livrar do joio. Mói-vos até à brancura. Amassa-vos até ficardes maleáveis. Então entrega-vos ao seu fogo, para poderdes ser o pão sagrado no festim de Deus. Tudo isto vos fará o amor, para poderdes conhecer os segredos do vosso coração, e por este conhecimento vos tornardes o coração da Vida.
Mas, se no vosso medo, buscais apenas a paz do amor, o prazer do amor, então mais vale cobrir a nudez e sair do campo do amor, a caminho do mundo sem estações, onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos, e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo, e só recebe de si mesmo. O amor não possui nem quer ser possuído. Porque o amor basta ao amor. E não penseis que podeis guiar o curso do amor; porque o amor, se vos escolher, marcará ele o vosso curso. O amor não tem outro desejo senão consumar-se. Mas se amarem e tiverem desejos, deverão se estes: Fundir-se e ser um regato corrente a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura. Ser ferido pela própria inteligência do amor, e sangrar de bom grado e alegremente. Acordar de manhã com o coração cheio e agradecer outro dia de amor. Descansar ao meio dia e meditar no êxtase do amor. Voltar a casa ao crepúsculo e adormecer tendo no coração uma prece pelo bem amado, e na boca, um canto de louvor.
Khalil Gibran << Clique para ouvir o texto.
Fonte: Instituto SEVA - Solidariedade em Valores Humanos   

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pedagogia da Expressão

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Poemas em trechos de expressão

" O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade; sei lá de quê! "


"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só."

"Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu
tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer!" 

(Florbela Espanca)  

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Exemplos para entender a relação Sujeito-Objeto-Sujeitos

A relação entre o sujeito e o objeto, tem um propósito de expressão muito claro dentro da ludocriatividade, mas difícil de compreender em primeiro momento.

Imagine uma pessoa, que se expresse através dos braços em uma forma de performance teatral, uma expressão única daquele individuo.

Depois imagine duas pessoas a uma distância de um metro, uma segurando a mão da outra, enlaçadas, e que as duas tentam uma performance própria, neste caso duas cosias podem acontecer, elas trabalharem juntas para que ocorra a performance cedendo uma ao desejo da outra consensualmente ou uma irá prender e dificultar o movimento da outra. Isso ocorre porque são duas expressões diferentes querendo coexistir, uma esbarrando na outra, criando um limite pra ambos.

Então pense, nas mesmas duas pessoas na mesma distância, com um quilo de argila, ambas irão se expressão totalmente, pois não dependem do outro para agir, o objeto aceita todas as ações livremente e se molda a vontade do sujeito.

Múltiplos indivíduos podem ser eles mesmos com liberdade, tendo os objetos como ponto de referencia fora de si mesmos, confrontando o egocentrismo em sua transformação material e intima.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mas afinal o que é ludicidade?

Mas o que é ludicidade?
Há muitas conceituações para ludicidade, algumas contradições e até confusões. Não é meu objetivo discuti-las aqui, e sim apresentar uma possibilidade de compreender o lúdico. Para traçar os contornos de como o considero, aproprio-me da conceituação de alguns estudiosos desse tema.
O primeiro aspecto a destacar é que as atividades lúdicas não se restringem ao jogo e à brincadeira, mas incluem atividades que possibilitam momentos de prazer, entrega e integração dos envolvidos. Segundo Luckesi2, são aquelas que propiciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis. Para Santin3, são ações vividas e sentidas, não definíveis por palavras, mas compreendidas pela fruição, povoadas pela fantasia, pela imaginação e pelos sonhos que se articulam como teias urdidas com materiais simbólicos. Assim elas não são encontradas nos prazeres estereotipados, no que é dado pronto, pois, estes não possuem a marca da singularidade do sujeito que as vivencia.
Na atividade lúdica, o que importa não é apenas o produto da atividade, o que dela resulta, mas a própria ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivencia, momentos de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de ressignificação e percepção, momentos de autoconhecimento e conhecimento do outro, de cuidar de si e olhar para o outro, momentos de vida, de expressividade.
Uma aula com características lúdicas não precisa ter jogos ou brinquedos. O que traz ludicidade para a sala de aula é muito mais uma "atitude" lúdica do educador e dos educandos. Assumir essa postura implica sensibilidade, envolvimento, uma mudança interna, e não apenas externa, implica não somente uma mudança cognitiva, mas, principalmente, uma mudança afetiva. A ludicidade exige uma predisposição interna, o que não se adquire apenas com a aquisição de conceitos, de conhecimentos, embora estes sejam muito importantes. Uma fundamentação teórica consistente dá o suporte necessário ao professor para o entendimento dos porquês de seu trabalho. Trata-se de ir um pouco mais longe ou, talvez melhor dizendo, um pouco mais fundo. Trata-se de formar novas atitudes, daí a necessidade de que os professores estejam envolvidos com o processo de formação de seus educandos. Isso não é tão simples, pois, implica romper com um modelo, com um padrão já instituído, já internalizado.
A escola tradicional, centrada na transmissão de conteúdos, não comporta um modelo lúdico. Por isso é tão freqüente ouvirmos falas que apóiam e enaltecem a importância do lúdico estar presente na sala de aula, e queixas dos futuros educadores, como também daqueles que já se encontram exercendo o magistério, de que se fala da importância da ludicidade, se discutem conceitos de ludicidade, mas não se vivenciam atividades lúdicas. Fala-se, mas não se faz. De fato não é tão simples uma transformação mais radical pelas próprias experiências que o professor tem ao longo de sua formação acadêmica.
Como bem observa Tânia Fortuna, em uma sala de aula ludicamente inspirada,
convive-se com a aleatoriedade, com o imponderável; o professor renuncia à centralização, à onisciência e ao controle onipotente e reconhece a importância de que o aluno tenha uma postura ativa nas situações de ensino, sendo sujeito de sua aprendizagem; a espontaneidade e a criatividade são constantemente estimuladas4.

Podemos observar que essas atitudes, de um modo geral, não são, de fato, estimuladas na escola. Como afirmei em um texto recente, "as atividades lúdicas permitem que o indivíduo vivencie sua inteireza e sua autonomia em um tempo-espaço próprio, particular. Esse momento de inteireza e encontro consigo mesmo gera possibilidades de autoconhecimento e de maior consciência de si"5.
Considero como lúdicas as atividades que propiciem a vivência plena do aqui-agora, integrando a ação, o pensamento e o sentimento. Tais atividades podem ser uma brincadeira, um jogo ou qualquer outra atividade que possibilite instaurar um estado de inteireza: uma dinâmica de integração grupal ou de sensibilização, um trabalho de recorte e colagem, uma das muitas expressões dos jogos dramáticos, exercícios de relaxamento e respiração, uma ciranda, movimentos expressivos, atividades rítmicas, entre outras tantas possibilidades. Mais importante, porém, do que o tipo de atividade é a forma como é orientada e como é experienciada, e o porquê de estar sendo realizada. Ela deve permitir que cada um possa se expressar livre e solidariamente, que as couraças, bloqueios que se estabelecem, possam ser flexibilizadas e que haja um maior fluxo de energia.
A espontaneidade do indivíduo, sua auto-expressão e criatividade são bloqueadas quando ocorre a contenção da bioenergia, isto é, da energia vital que circula em nosso organismo através da corrente sanguínea e de outros fluidos energéticos como a linfa e os fluidos intracelulares. Mas este fluxo energético pode ser restabelecido através da mobilização da energia estagnada. Para que este processo seja entendido, trago algumas questões básicas da teoria reicheana, que nos permitem a compreensão dos bloqueios e desbloqueios da energia, que constituem a base para uma prática educativa lúdica.

Bibliografia

2 LUCKESI, Cipriano Carlos. Educação, ludicidade e prevenção das neuroses futuras: uma proposta pedagógica a partir da Biossíntese. In: LUCKESI, Cipriano Carlos (org.) Ludopedagogia - Ensaios 1: Educação e Ludicidade. Salvador: Gepel, 2000.

3 SANTIN, Silvino. Educação física: da opressão do rendimento à alegria do lúdico. Porto Alegre: Edições EST/ESEF - UFRGS, 1994.

4 FORTUNA, Tânia Ramos. Formando professores na Universidade para brincar. In: SANTOS, Santa Marli P.dos (org.). A ludicidade como ciência. Petrópolis: Vozes, 2001, p.116.

5 PEREIRA, Lucia Helena P. Ludicidade: algumas reflexões. In: PORTO, Bernadete de Souza (org.). Ludicidade: o que é mesmo isso? Salvador: Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Gepel, 2002, p.17.

6 REICH, Wilhelm. A função do orgasmo. Problemas econômico-sexuais da energia biológica. Tradução de Maria da Glória Novak. 19 ed. São Paulo: Brasiliense, 1995, p.256.

7 REICH, Wilhelm. Análise do caráter. Tradução de Ricardo Amaral do Rego. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

8 REICH, 1995, p. 245-246.

9 KELEMAN, Stanley. Anatomia emocional: a estrutura da experiência. Tradução de Myrthes Suplicy Vieira. 3 ed. São Paulo: Summus, 1992, p.77.

10 Motilidade corporal é o fluxo interno, diferente do movimento, que se manifesta externamente; "é a vitalidade do padrão pulsátil, a força e a intensidade das pulsações dos órgãos que dão energia e identidade pessoal" (KELEMAN,1992, p.42).

11 REICH, 1995, p.255.

12 LOWEN, Alexander. Medo da vida. Tradução de Maria Sílvia Mourão Netto. São Paulo: Summus, 1989, p.81-82.

13 LOWEN, 1989, p.114.

14 LOWEN, 1989.

15 LOWEN, Alexander. Prazer. Uma abordagem criativa da vida. Tradução de Ibanez de Carvalho Filho. 6 ed. São Paulo: Summus, 1984.

16 LOWEN, 1984, p.29.

17 BOADELLA, David. Correntes da vida. Uma introdução à Biossíntese. Tradução de Cláudia Soares Cruz. 2 ed. São Paulo: Summus, 1992, p.11.

FONTE:
http://www.fw2.com.br/clientes/artesdecura/REVISTA/corpo_terapia/bioexpressao.htm

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Felizzzzzzzzzzz Natal Pessoal


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Uberaba




"O rosto possui um olhar e uma irradiação da qual ninguém pode subtrair-se. O rosto e o
olhar lançam sempre uma pro-posta em busca de uma res-posta. Nasce assim a responsa-bilidade, a obrigatoriedade de dar res-postas. Aqui encontramos o lugar do
nascimento da ética que reside nesta relação de res-ponsa-bilidade diante do rosto do
outro, particularmente do mais outro que é o oprimido. É na acolhida ou na rejeição, na aliança ou na hostilidade para com o rosto do outro que se estabeleçam as relações mais primárias do ser humano e se decidem as tendências de dominação ou de cooperação. Cuidar do outro é zelar para que esta dialogação, esta ação de diálogo eu-tu, seja libertadora, sinergética e construtora de aliança perene de paz e de amorização "
(BOFF, 2004 pg. 139).

BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética humano – compaixão pela terra. 10ª ed,
Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 2004.

Ludotecas

As Ludotecas constituem-se num projeto de educação não formal que utiliza uma metodologia lúdica criativa. Podem ser aplicadas na escola ou fora dela.
Se originaram em meados do século XX, na Europa e nos Estado Unidos, inicialmente como um empréstimo de brinquedos. Após o III Congresso Mundial de Ludotecas, realizado em Bruxelas em 1984, passou-se a ter uma nova concepção de ludotecas, sobretudo inspiradas em experiências pedagógicas latino-americanas. Em Uberaba no ano de 1986 se fundou a FLALU confirmando a nova concepção de ludoteca onde se ressalta o protagonismo das crianças se expressando, ficando o empréstimo de brinquedos em enésimo plano.
Segundo Dinello (2004), as ludotecas possuem algumas qualidades como:
- O protagonismo de quem está em situação de jogo: a criança é livre para se expressar e criar, dando ênfase a sua autonomia.
- A interação de heterogeneidades dos protagonistas: crianças de diferentes idades e adultos interagindo, o que implica numa troca entre diferenças e conseqüentemente possibilidade de aprendizagem e de mudanças em cada um dos atores.
- Um espaço de afirmação de identidades: através das atividades lúdicas é possível desenvolver sentimentos construtivos, que de certa forma evitam a autodestruição pela agressão social.
- A complementaridade das áreas de expressão: por ser um espaço com uma variedade de atividades ludocriativas tende a envolver as cinco áreas de expressão: plástica, música, cenografia, jogos e folclore.
As ludotecas envolvem atividades de jogos recreativos, danças folclóricas, teatro, artes plásticas, artes musicais, narrativas, lendas, utilizando vários objetos como caixas, potes, roupas velhas, tecidos, etc.
Segundo Negrine (1994), os espaços lúdicos são ambientes férteis que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento, além de socializar os indivíduos. Assim, a criação de ludotecas, segundo ele, pode vir a ser uma das alternativas pedagógicas informais, interessantes dentro do nosso contexto social, uma vez que são inúmeras as crianças em situação de risco social.
As infinitas possibilidades de se desenvolver atividades de expressão, segundo Dinello (1998), podem ser agrupadas em cinco áreas específicas, que podem ser organizadas separadamente ou integradas umas as outras:
- Área de expressão plástica: através de traços e marcas de todo tipo; realização de esculturas e volumes utilizando massas e materiais diversos; colagens e criação de maquetes, relacionando tudo isso as estruturas lógico matemáticas.
- Área de expressão musical: com a exploração e produção de ruídos e sons diversos; ensaios de cantos e harmonização sonora; experiências de diferenciação auditiva, tudo naturalmente em relação com a alfabetização e comunicação social.
- Área de expressão cênica: utilizando disfarces, jogos de papeis, dramatização de contos e lendas, fantasias, máscaras, fantoches, representação de teatros, tudo com relação ao processo de amadurecimento da pessoa.
- Área de jogos e movimentos no espaço: com a evolução do corpo fazer jogos de corrida, saltos, cambalhotas, jogos de equilíbrio, jogos com objetos e circuito de obstáculos, tudo em relação a evolução da imagem do esquema corporal e da coordenação psicomotora.
- Área de iniciação cultural: com rodas e jogos tradicionais, cantos, narração de contos e lendas, tudo em relação a identidade da pessoa e valores culturais regionais.